
Curadoria de Gustavo Von Ha
Pandemia, 2020–2022
3 Filmes

Realizei o filme Everybody Dies Trying to Make a Masterpiece durante a residência artística Yaddo, um mês antes do surgimento do primeiro caso de COVID-19 no mundo. A narrativa acompanha um grupo de artistas residentes e investiga a angústia do processo criativo e suas implicações psicológicas, estruturando-se como um documentário permeado por elementos de ficção.
Em Remix, desenvolvo meu interesse por imagens, monumentos e edifícios que sustentam ficções na história brasileira. O trabalho articula apropriações, simulações e transmutações, combinando camadas de pajubá, referências italianas, atrizes, cena trans e uma escultura neoclássica replicada e pixada, deslocada do espaço expositivo e mimetizada em um casarão tombado durante exposição no Paço das Artes em São Paulo.


No projeto Krenak + Von Ha, realizado durante a pandemia a convite do SESC, em diálogo com a comunidade indígena Krenak da região de Presidente Prudente (SP), desenvolvi um trabalho colaborativo voltado à ampliação do alcance das condições vividas naquele momento. Em pleno isolamento social, com parte de suas terras queimadas, alimentos contaminados e recursos escassos, a comunidade produziu cenas para esse mini documentário de forma autônoma e colaborativa.
Curadoria de Gustavo Von Ha
Gustavo von Ha (1977) é artista visual brasileiro. Seu trabalho foi comissionado por instituições no Brasil, Europa e Estados Unidos e exposto na Yerevan Biennial, 11a Bienal do Mercosul, DA Z Festival, Museum Für Gestaltung, Zurich, MAC USP, SP, MAM, SP, Museu de arte do Rio entre outros. Seu trabalho está presente em coleções como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM [Museu de Arte Moderna de São Paulo], MAR [Museu de Arte de Rio], MAC-USP [Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo], Instituto Cervantes de Tóquio e NCC [Nassau Community College], Garden City, NY. A produção de Gustavo von Ha desenvolve-se a partir de diversos núcleos de obras que operam dentro e fora do sistema artístico, atuando em várias plataformas de circulação de imagens como a internet, as salas de cinema, as bibliotecas, o comércio ambulante e o espaço público. Sua produção, estruturada em uma ação performática, encontra-se nos limites entre a realidade e a ficção, a arte e o mercado, o público e o privado, a produção autoral e a indústria cultural. Em sua pesquisa traz à tona imagens, conceitos e histórias muitas vezes silenciadas nos meios acadêmicos brasileiros e na história da arte, revelando um interesse por questões além das narrativas hegemônicas.
A programação do Campo Coletivo apresenta conjuntos de obras de linguagens multiplas, por meio de temas que consideramos relevantes conhecermos, quando buscamos conhecimento sobre democracia.