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Filmes e documentários sobre refugiados / deslocamentos forçados

Isabella Prata

Curadoria de Isabella Prata

O futuro não está nos Campos de Refugiados e sim num investimento e compromisso para encontrarmos soluções para integração junto à comunidades, por meio do acolhimento.

Os parceiros tradicionais de governos e organizações humanitárias são importantes mas não suficientes. Precisamos de novas formas de parcerias como de instituições financeiras, empresas privadas e cidadãos. Esses parceiros poderão colaborar com a viabilização de oportunidades de trabalho, acolhimento em escolas e espaços de treinamentos, moradias e diálogo.

Todos somos potenciais para gerar mudanças. O deslocamento forçado é resultado de uma parte inegável de um mundo fraturado e atrás desses números gigantescos existem seres humanos que desejam se sustentar, reconstruir as suas vidas e serem parte de uma comunidade para viver.

Milhões de pessoas sofrem todos os dias por terem sido forçadas a deixar seus lares, suas culturas em busca de um abrigo, e mais de 50% dessas pessoas são crianças.

Apesar de não haver brasileiros em deslocamento forçado provocado por guerras, já temos no Brasil muitos que precisam se deslocar por tragédias climáticas, como ocorreu recentemente no Rio Grande do Sul. Temos em nosso país um grande potencial para ampliar o acolhimento dessas pessoas que precisam se deslocar de uma região para outra e pessoas desabrigadas em outros países que podemos receber para se acomodarem em alguma das diversas cidades de nosso grande território, sem tirar emprego nem casa de ninguém.

PARA REFLETIR

  • Como podemos escalar soluções eficientes?
  • Além de filantropia, de que outras formas o setor privado pode se envolver para trazer soluções?
  • Pode o Brasil abrir portas para mais pessoas virem?
  • Porque é que o Brasil tem ainda pouca visibilidade nesse meio?
  • Que ações podemos fazer para colaborar com uma sensibilização do nosso governo e dos brasileiros em geral?

Produtora cultural, consultora e criadora de projetos nas áreas de cultura, educação, sustentabilidade, inovação e direitos humanos. Atua desde 1990 no desenvolvimento e implementação de projetos e empresas que articulam pensamento criativo, produção cultural e transformação social. Ao longo de sua trajetória, realizou mais de uma centena de projetos envolvendo exposições, festivais, espetáculos, livros, residências artísticas, iniciativas educacionais e ações socioambientais. Em 2006, fundou a Escola São Paulo, instituição dedicada à formação nas áreas de arte, cultura e economia criativa. Em parceria com a Time To Act, participa da criação de experiências e conteúdos que utilizam arte, audiovisual e entretenimento como instrumentos de sensibilização para a emergência climática.