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Democracia como espaço de pluralidade, escuta e representação

Núria Vieira

Curadoria de Núria Vieira

A seleção das obras de Kaya Agari, Kókir, MAHKU e Kássia Borges para o Campo Coletivo reafirma a 
democracia como espaço de pluralidade, escuta e representação. Representados pela Carmo Johnson 
Projects, esses artistas estabelecem conexões entre diferentes territórios indígenas do norte ao sul do Brasil, 
aproximando arte, memória, ancestralidade e transformação social. Kaya Agari desenvolve ações sociais e 
de incentivo à comunidade Kurâ Bakairi, sua etnia, fortalecendo práticas coletivas e a preservação cultural; 
Kókir atua em diálogo com populações indígenas do sul do país, especialmente da cidade de Maringá, 
criando redes de pertencimento e visibilidade; o MAHKU utiliza a venda de obras para a compra e retomada 
de terras indígenas do Acre, em meio à floresta Amazônica transformando a arte em ferramenta concreta de 
resistência territorial; Naine Terena, artista, curadora e pesquisadora, foi a primeira curadora indígena a 
organizar uma exposição de arte indígena contemporânea na Pinacoteca do Estado de São Paulo: “Véxoa: 
Nós Sabemos”, realizada em 2021. Já Kássia Borges, artista e curadora, destaca-se como uma das figuras 
mais relevantes entre as mulheres indígenas na arte contemporânea brasileira, ampliando espaços de 
protagonismo e representação. Suas produções fortalecem diferentes narrativas e evidenciam a arte como 
instrumento de resistência, pertencimento e construção coletiva.

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