Jean-Baptiste Debret  

ENGENHO MANUAL QUE FAZ CALDO DE CANA, 1822

Aquarela sobre papel 

17,60 cm x 24,50 cm  

Museus Castro Maya – IPHAN/MinC (Rio de Janeiro, RJ) 

Em seu livro, Nêgo Bispo escreve a partir de suas experiências para falar sobre as relações entre o homem da cidade e o homem do campo, e como essas relações ainda são coloniais. Ao dividir seus saberes como um homem negro e quilombola, o autor revela a importância dos saberes da terra para a preservação da humanidade, nos convidando para uma reconexão profunda com a natureza e os seres que nela habitam. Dessa forma, Bispo nos lembra da importância de preservar as raízes ancestrais, de se reconectar com a natureza e de resistir à opressão, tornando sua obra em um convite para repensar nossa existência e construir uma relação harmoniosa entre homem e natureza.  

Jean-Baptiste Debret  

porque a Obra faz parte do acervo?

Embora muitos defendam que os registros de Debret são importantes para o conhecimento da sociedade brasileira no período colonial, há nessas imagens um reforço de estereótipos sobre o negro e o indígena que se perpetuam até hoje – um como selvagem e o outro como a população que realiza apenas trabalhos braçais. Ao questionarmos essas imagens, podemos refletir sobre o modo como elas colaboram para a formação de racismos estruturais.  

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