
Arquitetura
A Planta do Forte de São Joaquim do Rio Branco, realizada por Joaquim José Codina em 1775, constitui uma representação gráfica de uma das principais estruturas militares associadas à ocupação portuguesa na região do atual estado de Roraima. A imagem apresenta a fortificação por meio de uma representação planimétrica, transformando a arquitetura em desenho e informação espacial. A obra permite perceber como o território era observado, organizado e representado visualmente no século XVIII.
Joaquim José Codina integrou a Comissão Demarcadora de Limites encarregada de produzir registros visuais e cartográficos dos territórios amazônicos no contexto das demarcações entre os domínios portugueses e espanhóis. Seu trabalho está relacionado a uma tradição de produção de imagens científicas, cartográficas e territoriais que acompanhou as expedições coloniais.
A obra é especialmente significativa por aproximar arte, arquitetura, cartografia e produção de conhecimento. A planta sintetiza uma maneira de olhar e organizar o espaço. A imagem pode ser utilizada para discutir como mapas, plantas e desenhos técnicos também são formas de construção de conhecimento e de representação política do território. Permite ainda estabelecer relações entre imagem, ciência, arquitetura, Amazônia e processos históricos de ocupação territorial.