Hélio Oiticica

PARANGOLÉ, 1964

Performance

Os Parangolés são proposições artísticas concebidas por Hélio Oiticica a partir de 1964. Constituídos por capas, faixas e bandeiras de tecidos e outros materiais, os trabalhos foram pensados para serem vestidos, movimentados, dançados e experimentados. A obra deixa de existir apenas como objeto visual e passa a acontecer na relação entre corpo, movimento, espaço, música e participação. A experiência de Oiticica na Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira foi fundamental para essa transformação de sua prática. O artista passou a incorporar à sua produção elementos da dança, do ritmo e das experiências culturais populares, aproximando as artes visuais da experiência corporal.

Hélio Oiticica

Um dos principais artistas brasileiros do século XX (Rio de Janeiro, 1937–1980). Iniciou sua formação artística em 1954, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, como aluno de Ivan Serpa, e participou do Grupo Frente e, posteriormente, do Grupo Neoconcreto. Ao longo de sua trajetória, Oiticica questionou a ideia tradicional de obra de arte como objeto destinado apenas à contemplação. Sua pesquisa investiga corpo, movimento, espaço, participação e experiência, aproximando arte e vida.

porque a Obra faz parte do acervo?

Os Parangolés deslocam a obra de arte do objeto para a experiência. O participante deixa de ocupar apenas a posição de espectador e passa a integrar a realização da obra por meio do corpo e do movimento. A produção de Oiticica nesse período é frequentemente relacionada à ampliação das práticas participativas e performativas na arte brasileira.

Linguagem artística

Performances

Temas

antropologia
cidadania, cidades, comunidades e urbanismo

Períodos históricos

ditadura militar