
Literatura
Editora Record
Publicado em 2020, o livro propõe o conceito de “turbotecnomachonazifascismo” para pensar a articulação, no presente, entre autoritarismo, machismo, tecnologia e neoliberalismo. Marcia Tiburi investiga mecanismos de produção e circulação do ódio, da desinformação e da violência política, relacionando-os às transformações provocadas pelas tecnologias digitais e às estruturas sociais de desigualdade. A obra procura compreender o fenômeno contemporâneo como condição necessária para pensar formas de enfrentamento e transformação social.

Marcia Tiburi (1970) é filósofa, escritora e artista brasileira. É bacharel, mestre e doutora em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e também possui formação em Artes Plásticas. Sua pesquisa e produção abrangem ética, filosofia social, literatura, gênero e feminismo, filosofia da linguagem, tecnologias digitais e filosofia da educação. Lecionou em universidades brasileiras e estrangeiras, incluindo a Universidade Paris 8.
Nesta obra, Marcia Tiburi analisa a ascensão das novas formas de autoritarismo e a extremização política na era digital. A autora cria esse conceito extenso para caracterizar a união do fascismo clássico com o machismo, a tecnologia e o neoliberalismo. O livro propõe uma reflexão crítica sobre os mecanismos de reprodução do ódio e da dominação social. Funciona como um chamado à resistência ética, ao pensamento crítico e à defesa dos direitos humanos. É um ensaio que combina filosofia, sociologia e urgência política no contexto contemporâneo.