


Artesanato (Cerâmica ritual e utilitária)
Dimensões variáveis.
Acervos arqueológicos brasileiros, entre eles o Museu Paraense Emílio Goeldi, o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo e outras coleções arqueológicas nacionais.
A produção marajoara compreende urnas funerárias, vasos, estatuetas e objetos cerimoniais e utilitários decorados com grafismos geométricos e formas antropomórficas e zoomórficas. Além de sua excelência técnica e estética, essas peças constituem importantes documentos sobre organização social, cosmologias e modos de vida dos povos amazônicos anteriores à colonização europeia.
A cerâmica foi produzida por povos indígenas que habitaram a Ilha de Marajó, na foz do rio Amazonas, durante o período pré-colonial. Desenvolvida ao longo de séculos, essa tradição reúne conhecimentos sobre extração e preparo da argila, modelagem, pintura e queima, transmitidos através das gerações. Hoje é reconhecida como uma das mais importantes expressões arqueológicas das culturas indígenas das Américas.
A Cerâmica Marajoara representa uma das mais sofisticadas tradições cerâmicas das Américas pré-coloniais. Suas formas, grafismos e técnicas evidenciam a complexidade social, artística e tecnológica dos povos indígenas da Ilha de Marajó, contribuindo para ampliar o reconhecimento da diversidade cultural que constitui a história brasileira e a valorização dos saberes ancestrais como patrimônio coletivo.